Freguesia da parte meridional do território barcelense, São João de Chavão, ocupa uma pequena área repartida pela encosta sul do Monte da Saia e a bacia orográfica do rio Este, já em zona de planície. É banhada a Sudeste pelo ribeiro de Mangualde, que corre junto aos limites com Grimancelos. Ao Poente e Norte confronta com Chorente e Silveiros, respectivamente, tendo a Sul a vizinha Negreiros. A freguesia aparece ligada, desde 1216 à poderosa Ordem de Malta, cuja fundação data de início do século XII e que aqui tinha uma Comenda. A Igreja Paroquial terá sido, aliás, a conventual, isto antes da extinção daquela ordem militar (Brochado de Almeida). Descrevendo a Casa conventual de Chavão (que tinha anexa uma Quinta de Santa Marta, na fregusia de Arcozelo), Teotónio da Fonseca registava ser este "um edifício baixo, comprido, tocando de topo com o adro daquela Igreja (matriz)". Salientava então a existência de "uma curiosíssima chaminé que sobressai os telhados", dizendo-a "uma miniatura das imponentes chaminés do Paço de Sintra". Descreve também o interessante portão quinhentista, armoriado e epigrafado, actualmente exposto no Museu Arqueológico de Barcelos. São João Baptista de Chavão conta actualmente com cerca de oitocentos e cinquenta habitantes e as principais actividades económicas centram-se na agicultura, madeiras e indústria dos têxteis.
Teotónio da Fonseca arrola entre os lugares habitados desta freguesia, um designado "Cresto" Brochado de Almeida, por seu lado, alude á Bouça dos Crastinhos, situada a Sul do lugar da Seara e onde teve oportunidade de detectar os vestígios arqueológicos de um povoado tardo-romano, assente num pequeno cabeço rondando a cota dos 150 metros ds altitude. Fraguementos de tégula, dólios e ceâmica comum de pasta cinzenta apontariam, na óptica deste autor, para uma ocupação "entre o fim do Baixo Império e o começo da Alta Idade Média". Ténues vestígios de um sistema defensivo compreendendo muralha e fosso revelariam tratar-se de um pequeno povoado fortificado.
A Igreja Paroquial de São João Baptista de Chavão erguia-se anexa á casa conventual da Comenda de Malta. Tratar-se-ia de um templo medieval, em estilo românico, cuja traça sofreu enormes transformações durante a centúria de setecentos. conserva ainda uma interessante cachorrada medieval, ostentando os característicos motivos escultóricos da iconografia românica. Cruzeiros e Alminhos. O cruzeiro Paroquial, erguido no pequeno largo fronteiro á Igreja, será bastante antigo, embora ostente no pedestral uma data de 1913, esta respeitante a uma reforma. Interessantíssimas são as Alminhas do Bonfim, situadasno lugar do Crasto. Há ainda nesta freguesia as Alminhas de Chavão, sitas no lugar de Aldeia e datadas de 1885.